Darryl Anka– A Arte da Canalização–workshop pt 9 e 10

NT= Nota da Tradutora: No áudio da parte 10 Darryl Anka conversa sobre o significado da simbologia sugerida no exercício “passeio na floresta”.  O áudio da parte 9 é repetição — na íntegra — do áudio da parte 8.

Em geral, a primeira sugestão (NT: a floresta), claro que representa simplesmente como vocês vêem a sua jornada nessa vida, o que vocês pensam sobre, basicamente, estar aqui na Terra nessa realidade física. Então o tipo de floresta que é, a densidade da floresta, a dispersão ou a frequência das árvores, o tipo de folhagem — quão verdes ou  secas se mostram, se são frondosas ou de folhas esparsas — ou seja, todas essas características, em geral, têm a ver com a sua atitude em particular relacionada à realidade física — como vocês a vêem potencialmente, como a vêem  em sua vida, como experienciam a ideia de estar aqui, o que isso significa para vocês como experiência.

O dia ou a noite, em alguns sentidos — por favor, lembrem-se que não há necessariamente a exclusão da parte dicotômica ou do oposto — se escolheram como sendo dia ou sendo noite, em geral significa que você teve a oportunidade de se expressar sob uma forma de energia mais masculina ou mais feminina, sendo a masculina relacionada ao dia e a feminina relacionada à noite  em termos dos traços mais expressivos das características: mais assertiva, mais expressiva, mais intuitiva, mais física, não física…essas ideias estão relacionadas à questão do dia ou da noite ou seja, à sua abordagem energética da vida.

A temperatura, novamente tem a ver com a ideia de temperamento emocional, ou de como experienciam o que a vida representa para vocês, ou seja: a ideia de quente e seca, ou quente e úmida; fria e seca, ou fria e úmida; se enevoada, é ambígua ou confusa; se é relativamente normal, fácil de se virar. Essas ideias têm a ver com o temperamento emocional que vocês acreditam que a vida contém ou que esperam que a vida guarde para vocês.

O caminho, em geral, representa o modo mais natural como você quer caminhar pela vida. Algumas pessoas vêem um caminho, outras não vêem nenhum tipo especial de caminho, há aqueles que vêem um caminho meio sujo, outros simplesmente se embrenham pelas árvores, existem aquelas pessoas que criam uma super “rodovia”, entram num carro e vão direto ao seu destino pela via direta– vocês pecebem que tipo de pessoa é essa, direta e objetiva, do tipo “saiam do meu caminho!”, é o jeito que tratam a vida e por isso escolhem aquele tipo de caminho. Por outro lado, há aqueles que só vivem com pressa, correndo, correndo e quando escolhem um caminho é aquele mais calmo, pensativo…e isso lhes mostra a forma mais natural como gostariam de trilhar pela vida.  Então qualquer caminho que tenham escolhido, pode representar tanto aquilo que vocês se voltam contra como a escada que melhor lhes sirva. Vocês é quem decidem a forma melhor que lhes sirva, com base em sua reflexão ou instrospecção neste exercício, o que melhor significa para vocês tal polaridade em relação a isso. São só ideias gerais  que representam esses símbolos.

O muro representa, em geral, como vocês tratam os obstáculos na vida. Algumas pessoas vêem apenas um muro pequeno que não acham difícil pular; outras vêem um muro que têm que explorar para ver o que vai dar…e isso representa a sua atitude na vida em relação ao que percebem como sendo obstáculos: se é algo que você diz  “ah, não é nada ” e pula por cima;  se é algo que se assemelhe a uma enorme Muralha da China de aço que você não pode transpassar, não pode dar a volta ou não pode fazer nada em relação a ele; algumas pessoas conseguem se ver passando através do muro, independentemente do quão impenetrável ele seja. Assim, o muro, em geral representa a sua primeira resposta ou reação em relação àquilo que vocês percebem como sendo um desafio ou obstáculo, ou seja, o modo como vocês lidam com isso, o modo como lidam com essa ideia.

E lembrem-se que fazendo isso vocês podem sempre refinar essa ideias e mudá-las para se tornarem mais semelhantes àquilo que gostariam de ter como resposta. Ao usar esses símbolos e mudá-los vocês poderão, na verdade, mudar a sua abordagem sobre essas situações e descobrirão que podem mudar o modo como elas os afetam na vida.

O urso representa, em geral, o modo como vocês lidam com os medos em sua vida — ou com o inesperado, o desconhecido — que lhes aproxima. Algumas pessoas vêem alguns bebezinhos-urso para abraçar, outras vêem um urso enorme que tenta devorá-los, vêem de tudo nesse intervalo. Assim geralmente representa sua primeira resposta, sua primeira reação à ideia daquilo que você, como um ser humano, é capaz de fazer e potencialmente pode usar para se relacionar com a ideia de medo, ou da forma como já se relaciona com a ideia do inesperado e com aquilo que teme.

A chave, em geral, representa a forma como vocês tratam o conceito ou de como vêem o conceito do conhecimento em sua vida, se é valorizada para vocês a “chave”. Ela representa o conhecimento, em geral, repito. De que forma ela é , se é antiga e lustrosa, se está na lama, se está pendurada em uma árvore — toda essa simbologia em geral representa o modo como vocês tratam ou valorizam o conhecimento, o conceito de conhecimento, ou do quão acessível é a ideia de conhecimento para vocês.

O objeto seguinte foi o livro. O livro geralmente representa o conceito de auto-revelação, de auto-comunicação ou comunicação em geral. A facilidade com que vocês a tratam, a facilidade de obter ideias e informações através de si ou dos outros, o modo como valorizam a ideia da informação. O que eu disser não tem que necessariamente soar negativo ou positivo, a informação não tem que significar o mesmo para vocês…em outras palavra, vocês podem dizer o que acham que devem, não precisam ser tão “eficientes” ou “precisos”, podem ter uma fluidez de um livro de bolso ao invés de ser um volume grosso encadernado em couro encrustrado com jóias que pode representar a ideia do valor da informação, mas ao mesmo tempo pode representar a ideia de gastar muito tempo pensando que precisa ser “cheio de enfeites”  para descrever as coisas ou elas não serão bem entendidas. Vocês têm que olhar os símbolos no que significam para vocês, mas o livro ,em geral, significa auto-revelação, auto-comunicação.

A moeda representa geralmente o auto-valor, o que vocês acreditam como sendo a sua completa conexão com o seu auto-valor. Você se sente apto para mudar-se nessa realidade por algum valor ou algo assim? Então, como vocês vêem essa ideia?

A caixa ou o baú geralmente representa a ideia de como se sentem a respeito de receber ou ter presentes na sua vida. Vocês sentem que a vida contém “dons” ou “presentes” só para vocês, ou acreditam que há algo mais?  Era um baú pequeno, estava cheio, vazio, o que você fez quando o abriu, deixou-o lá? É a representação da sua ideia de receber presentes do infinito.  Acontecem surpresas na sua vida dessa forma? Vocês sentem que recebem presentes dessa forma? Pacotes , presentes , todos são representativos da ideia de serem surpreendidos, tocados de forma positiva, ou por outro lado podem representar a ideia de sentir-se desapontados, desanimados de forma negativa em relação à sua habilidade de receber do infinito.

O copo representa a ideia de como vocês vêem o amor em sua vida.

Agora, existem lados positivos e negativos, mesmo para aquelas “imagens positivas” ou “imagens negativas”. Alguém pode pensar “oh, vi essas jóias lindas numa taça, então tenho que manter esse aspecto”. Sim, pode ser isso. Ao mesmo tempo, essa representação do amor pode indicar também algo como “não é real…é muito fantástico, muito fantasioso..não é verdade”. Então vocês têm que entender realmente que mesmo um cálice pode ter conotações positivas e negativas  e um copinho de bar pode ter conotações positivas e negativas. Mas percebam o modo como vocês olham a ideia ou como tratam a ideia do amor na sua vida e seu relacionamento com ele — com o amor em todas as suas formas– que obviamente envolve todo o processo de como vocês pensam, como conceitualizam o amor, quer o recebam ou o doem.

A água –lago, correnteza, rio, mar…

(Fim das partes 9 e 10 — Continua…)

Tradução e comentários meus (Flávia Criss). Jan/2010.

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