Como se manter refém de si e dos outros – parte 2

O drama de Elizabeth não existe em si. Ela o adotou de outra pessoa.

Se pensarmos bem, não existe nenhuma situação negativa em si, mas a forma como ela a percebe torna-a repleta de negatividade, uma vez que Elizabeth pensa “possuir” uma pessoa – seu neto – e ter sobre ele todo o poder de decidir e dispor sobre seu futuro. Ao perceber que seu poder é ilusório, ela se desespera, traz o drama para dentro de sua vida e fica presa, atada às vontades da ex-nora. Tornou-se o refém dela, e prefere manter-se assim a encarar suas limitações, resolver sua solidão de outra forma, mais positiva, e realmente evoluir com isso.

Sendo uma pessoa dramática, Elizabeth só espera pelo pior e essa expectativa pode fazer com que o pior realmente aconteça em sua vida.

Por enquanto, Elizabeth ainda encontra-se refém da ex-nora. Essa é uma história real, infelizmente, como tantas outras que acontecem à nossa volta, todos os dias.

Torço todos os dias para que Elizabeth se livre do drama, que use o bom humor, aprenda a rir com a vida e supere a posição de “pobre de mim”.

Conto para vocês o fechamento da história dessa minha amiga, quando acontecer. Enquanto isso, vamos refletindo sobre as situações que nos deixam reféns de nós mesmos e de outrem, que tal?

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