Darryl Anka — A Arte da Canalização — workshop pt 19

e quando essa energia entra, é com se estivesse retirando as “tortuosidades” e endireitando tudo e então o corpo tem que encontrar um meio de deixar a energia passar, e isso é o que o “repuxo” significa, aquele espasmo que vocês vêem ou experienciam, como se estivesse tentando o alinhamento. Esta é a posição que vocês devem ter interiormente para deixar a energia passar. Então, a sensação de “repuxamento” representa os bloqueios que estão sendo removidos, da mesma forma que se remove obstruções de um tubo pela pressão da água.

Bem, o que vou falar agora não é uma analogia muito lisonjeira, mas é a melhor em que pude pensar no que tange ao momento em que uma energia tão profunda entra e que você tem que deixá-la sair. Quando muitos canais iniciam-se na prática — eu não me sinto dessa forma mais, mas quando comecei, o grau de intensidade e imediatismo muitas vezes se faz muito forte, assim como acontece nas primeiras vezes quando tentamos canalizar e temos de nos acostumar com isso. É por isso que eu digo que às vezes é bom você ser um pouco “bobo”, pois principalmente quando você é um canal vocal, nas primeiras vezes em que tentar canalizar, as coisas que vêm não serão coerentes. Nas primeiras vezes eu, literalmente, só fiz alguns barulhos…porém havia a sensação de que eu tinha algo para transmitir, de tudo que construí até aquele ponto e muito além que me fez acreditar que tudo estaria bem. É exatamente a mesma sensação que você sente quando precisa vomitar, não há outra coisa que possa se fazer para “tirar” aquilo de dentro de você…não é bem a mesma sensação, mas é o mesmo efeito, a mesma ideia…uma expurgação, você tem que por para fora, ou então você estoura.

Assim, algumas vezes vocês podem experienciar dessa forma em toda e qualquer canalização. Se estiverem no meio de qualquer ação que seja e deixarem que a energia simplesmente cresça até esse ápice, vocês sentirão esse clímax e nesse momento sentirão como se estivessem se perdendo…mas se acreditarem, sentirão que serão trazidos de volta a uma expressão coerente, mesmo que por algum tempo tenham sido incoerentes. No começo, como eu disse,  são sons “aaah…aaah…”  pelo fato de vocês terem de se acostumar à ideia de deixar vir, deixar passar. Mas não precisa acontecer dessa forma com vocês, quero frisar isso. No final das contas, se tornam ideias coerentes que poderão se traduzir em palavras ou automaticamente em escrita, se for dessa forma. Então deixem que aconteça se for para ser assim.

Ok. Então antes de deixar Bashar fazer um envolvimento com vocês , um outro tipo de exercício energético, vamos abordar só mais algumas coisinhas. A primeira é a mais difícil e diz respeito ao discernimento crítico em relação ao que você pensa que traz como informação pura: será precisa, será verdade, será isso ou aquilo?

Discernimento é importante, e na minha opinião envolve o que alguns chamam de “veracidade”, sendo algo que você desenvolve. Envolve no início um grau maior de incertitude entre o que você acha que é a sua imaginação e o que seria  a representação de uma peça da informação que aparece ali com um propósito,o que não quer dizer que a sua imaginação não possa fazer isso. Mas existe uma diferença vibracional: você pode, com o tempo e a prática, aprender a discernir. Então no começo não fiquem muito preocupados com o que seja, se é uma informação precisa ou verdade, mas façam uma retratação, reconheçam “eu não sei o que está vindo, eu não sei se é correto ou verdade, pode ser um simbolismo, pode ser uma interpretação, pode ser um non-sense total em relação à essa realidade, mas isso é o que será transmitido, por ora”. Então podem se acostumar com isso, é similar à ideia da prática do instrumental e do aprendizado da relativização. No começo podem ficar hesitantes ” será que é isso, será que é aquilo”, mas deverão acostumar-se à ideia de como fazer as vezes. Assim, deixem que seja incoerente, em um primeiro momento, que vai ficar tudo bem.

Muito embora, por outro lado, haja um modo relativamente prático e pragmático de manter próxima a ideia de discernimento, correção, veracidade, o que tiverem, porém, repito, por ser muito relativo, se torna uma ideia muita ambígua.Assim, a forma que eu encontrei de falar de acordo com minha própria experiência é que se trata de um equilíbrio entre a intuição e a razão. A pergunta simples a se fazer é: “Mesmo que essa informação pareça possível, ela parece provável?”. Vocês se surpreenderão quão frequentemente essa pergunta simples em si se tornará um modo de energia imediata, corretiva e governadora. Se uma informação vier, se aparecer-lhe alguma coisa, entre no estado novamente e faça essa pergunta “Mesmo que sejá possível, é realmente provável?” Imediatamente você terá um “sim” ou um “não” e vocês aprenderão a acreditar nessa intuição divina imediata. Para aquelas coisas que parecem estar meio “fora”, em que não existe muita certeza, faça a pergunta.  Se “Sim, é possível” for a resposta, pergunte “Parece provável? e então terá um  “sim/não”. Enquanto fazem esse trabalho, ou seja,  em conjunção com ele ao mesmo em que se apercebem das definições em vocês que por vezes “colorem” o excitamento, ao esclarecerem as informações dessa forma, saibam que, no final das contas,  não estão “colorindo” aquelas respostas, pois haverá sempre aquele “rápido e instantâneo entendimento” no qual aprenderão a confiar, aprenderão a acreditar. E vocês verão que com o tempo, aprenderão a “colher aquele sentido”, que é o sentido real, pois vocês têm a veracidade em si e aprenderão a usá-la como uma calibração para qualquer outra informação que estiverem canalizando, de forma que vocês poderão dizer “posso usar essa informação? Informação Possível? Provável? Sim ou Não.” Aprenderão a dar a si esse  “feedback” (retorno) que não é um julgamento, mas um “mecanismo de retorno” que os fará saber se estão tendo uma experiência com um certo grau de precisão, correção, ou estão fora do prumo. No final das contas, as informações desse processo “possível mas real? possível mas provável?” vai se tornar, na verdade, uma única vibração instantaneamente. Com o tempo, vocês terão a agilidade de um estalar de dedos para perceber em si “informação errada? informação certa? ah, está errada? ok!”. Voces próprios vão dar as suas cores, vão se corrigir.

A outra coisa que queria abordar previamente é um tanto complexa, mas que é necessária muitas vezes e Bashar já disse que isso acontece. Por exemplo, o fato de alguém lhes fazer uma pergunta, e uma parte da informação ser dada; essa informação pode não ser empiricamente verdadeira, mas é o que precisa ser dito para guiar a pessoa até onde ela precisa ir. Essa situação pode ser muito confusa para vocês, porém isso acontece de vez em quando. A pessoa em questão  precisa ouvir algo de uma determinada forma, por exemplo, alguém lhe pergunta “Eu devo estar em Chicago na próxima terça?”  E a entidade pode responder “sim”, mas isso não significa que a pessoa tenha que estar necessariamente em Chicago na terça. Tudo vai depender dos sentidos da entidade em relaçãoà pessoa e à situação em si, e se a entidade disser “sim” é porque há ações importantes que a pessoa deverá tomar, esteja ela em Chicago ou não. Porém a pessoa precisará ouvir dessa forma. Assim, de vez em quando você se depara com um entendimento como esse, porém vocês já têm o entendimento na sua ideia, em relação àquela situação. Então aprendam a reconhecer a razão de uma parte de informação ser dada como uma “verdade absoluta”, significando que será verdadeiro para aquilo que uma determinada pessoa necessita, tal como um “momentum” de energia, um ímpeto de energia. Pode não ser em si “um fato” , já que existe diferença entre a ideia de uma “verdade absoluta” num “ímpeto” ou “momentum” e o que se chama de “fato”  ou a produção de um “fato profético” .

Porém, não se preocupem com isso agora, pois tudo fará parte de um processo maior, vocês aprenderão a reconhecer as diferenças e a vibração  do que está acontecendo, pois se trata do sentido da existência de uma “figura maior” , sendo a informação dada com o propósito de causar uma catalização, fazer com que uma ação aconteça, não para que seja considerada como o fim de tudo que conseguiram.

Como falei previamente, lembrem-se de que a energia mesma, na Canalização, também é parte da mensagem, que não se resume a só aquilo que vocês ouvem, aquilo que vêem ou escrevem, mas o “estado de ser” em si, a entrega da forma como for feita, não importando qual, tudo isso é parte da mensagem e é tão importante quanto qualquer outra coisa. Por isso é que vocês verão frequentemente que quando um canal vocal está

(Fim da parte 19…Continua)

Tradução e comentários meus (Flávia Criss), Fev/2010.

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