CRIANDO DEUS: MEDO, SACRIFÍCIO, CENSURA, CULPA (parte 1)

Precisamos falar  sobre Deus!

Precisamos analisar minuciosamente os conceitos prévios, que nos aprisionam dentro de pensamentos confinados, que nos foram passados por meio de muitas eras e que não se sustentam verdadeiramente
na nossa presente existência.

Essa conversa sobre Deus precisa ser um novo tipo de conversa, não aquela abordagem vazia sobre de que lado “Ele” está, como Ele vai nos punir ou a maneira como devemos viver ou adorar, mas algo mais profundo – como Deus evolui e o que significaria para nós vermos nossa Fonte Divina da perspectiva de sua própria evolução.

Novamente, não estou falando daquele tipo de evolução que acontece na natureza, em oposição ao conceito da intenção Divina – estou falando sobre o fato de que o conjunto de universos inimagináveis flui ao longo das galáxias em infinita variação e combinação para fazer com que o tempo indefeso disputa com seu declínio e fluxo de criação.

Sendo assim, o resultado é que a Fonte Divina também evolui e se transforma para permitir ao coro do infinito cantar
novos mundos – e nova vida.

As leis da energia não descrevem uma força que viaja em isolamento sem interação com outras energias. Einstein nos
ensinou a lei da relatividade pela qual podemos entender que toda a matéria e não-matéria estão conectadas. Imagine a probabilidade de que o próprio criador é tocado pela sua criação, conforme a energia flui e retorna impregnada pela expressão e experiência por meio do tecido de interconexidade, que então altera o potencial de ambas.

Nossa relação com Deus não é direcional, é a dança da vida.

Primeiramente vimos Deus como uma força da natureza, depois uma complexidade com muitas faces, e então vimos Deus como um criador representado e expresso pela forma humana do masculino. Agora é hora de revisarmos Deus ex
ponencialmente em uma consciência que pode nos ajudar a tocá-la, mesmo sem forma; saber que somos nós mesmos os escultores da forma e voz de Deus de acordo com o que podemos observar. O próprio Deus não se importa com a forma que escolhemos, mas habita em toda a matéria e não-matéria da mesma forma. Assim como a chuva adora Chover e o vento adora ventar, Deus é Deus entre todos os reinos energéticos e materiais.

Nossa percepção está explodindo em um horizonte de cores brilhantes e almeja uma nova visão de Deus – sem a insig-
nificância da manipulação e projeção humanas – uma visão que tem integrada os maravilhosos ensinamentos nascidos da humanidade por meio de todos os profetas, videntes e santos que vivenciaram ou foram providos de iluminação pelo foco Divino.

Viemos para um mundo de constante e impulsora mudança. A era da informação nos abre a novos dilemas sobre quem somos e o que devemos pensar e sentir quanto ao nosso mundo. Muitas de nossas crenças antigas simplesmente não se
apoiam no escrutínio científico ou na realidade lógica. Por um lado, a ciência por si só é constrangida por sua própria flutuação das teorias “comprovadas” de ontem e as verdades revistas de hoje, enquanto por outro lado, nossas religiões mais solenes exigem que façamos de conta que as mensagens passadas nos mundos antigos são tão verdadeiras para nós hoje quanto foram há milhares de anos.

Esta estagnação se tornou letal para nossa disposição de convidarmos as religiões para a nossa realidade diária. Sem dúvida, há uma desunião fatal entre nossa relação com Deus e o que fazemos e sentimos em nossa vida.

Toda nova era deve desenvolver novas formas de comunicação com a Fonte Divina para que a iluminação favoreça o
avanço de nossa espécie. Em algum ponto de nossa própria evolução como humanos, nossa relação com a Fonte Divina precisa ir além de mandamentos sobre o que não devemos fazer em nossa vida, mas sim como acelerar nossas frequências para que possamos colocar em ação os poderes que transcendem a densidade da nossa desprezível história. Estamos neste exato momento nesse processo, e estamos achando muito difícil passar sem vivenciarmos um sentimento de traição.

Pegos em resíduos de sistemas de crenças e padrões culturais antigos, sentimo-nos culpados por escolhermos sermos
verdadeiros com nossas religiões, e ainda por vivermos em uma espécie diferente de realidade que está constantemente em oposição direta aos ensinamentos com os quais nascemos e somos rodeados pela nossa família e cultura. Talvez, atualmente, nós tenhamos mais fé em nossa religião do que acreditamos nela.

A  fé nos permite sentir algo quando entramos em uma igreja ou celebramos um feriado, e encontrarmos esses sentimentos com respeito, admiração e mistério sem os questionarmos. A crença nos pede para dobrarmos o intelecto, e assim fazermos de conta que algo é verdadeiro, quando podemos ver claramente que não é bem assim.

“Você acredita em Deus?”, eles perguntam.
“Sim”, você murmura. “Mas é claro!”
Sabemos que Deus existe, mas essa crença vem da nossa fé imperceptível.

Chris Griscom, em A Evolução de Deus. Ed Vida e Consciência, 2010.

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