Sujeição à vontade superior

A maioria de nós fica um pouco confusa quando ouve expressões como “submeta a sua vontade a Deus”. É claro que é isso que acabamos fazendo quando despertamos para aquilo que somos. Mas também sabemos intuitivamente que a
vontade é importante para a sobrevivência, e “submissão” soa muito semelhante a aniquilação.

Superficialmente falando, submeter-se realmente parece a morte para o ego. Mas, na verdade, submeter-nos à vontade mais elevada resgata a nossa verdadeira identidade. Tente substituir a expressão vontade mais elevada por vontade de Deus. O conceito de submissão da vontade adquire uma nova coloração quando sentimos que estamos abrindo mão de um eu pequeno em função de um eu maior, um que esteja ligado com Deus.

Em muitos dos programas de ajuda a viciados, como os Alcoólatras Anônimos e seu subsidiário, os Filhos Adultos dos Alcoólatras, a estrada para a redescoberta começa em admitir que não temos controle sobre o vício e que devemos nos submeter a um poder superior que nos ajude. Libertamos os controles rígidos do ego da vontade inferior quando reconhecemos que ele é limitado para subjugar nossos vícios. É a Vontade Superior dentro de nós que detém o poder de transformar um vício, um hábito. Isso é tão válido para um vício emocional como para um vício adquirido através
de produto químico. A Vontade Superior atuará como um canal que vem de Deus e vai para Deus. Quando os controles rígidos do ego são vencidos, a verdadeira força assume o comando.

Somos feitos à imagem de Deus, e a Vontade Superior está muito próxima à sua essência. O dom da vontade nos torna criadores. Enquanto continuamos a falar, a desejar, a formar imagens e a dirigir os nossos pensamentos, reforçamos a estrutura do projeto para poder tomar forma no plano físico.

Somos realmente pessoas singulares. Fazemos uso desse divino direito inato para criar a partir de nossa vontade. Mas quando as coisas concretas começam a aparecer, saímos reclamando: “Quem foi que fez essa desordem?”
     Nadando no rio da energia
As coisas não acontecem gratuitamente; elas nascem graças à vontade consciente ou inconsciente das pessoas, dos grupos ou de toda a espécie — até mesmo pela interação da nossa espécie com a vontade de outros domínios da
natureza. Sabemos que tudo vibra no universo. Todos os trilhões de células que formam a nossa biosfera individual estão num ritmo constante de movimento. De acordo com a aparência de toda a sua matéria constitutiva, nada é estático. Siga o rastro dos materiais, até mesmo os mais densos, até suas partes moleculares, e lá estão eles, dançando de acordo com um ritmo jamais visto.

O espaço entre todos os átomos em nosso corpo é um holograma dos espaços entre as estrelas — tudo interligado, tudo num estado de constante prontidão. Isso porque esse espaço que interliga é o meio através do qual todas as coisas vivas e vibrantes, de um planeta a um pensamento, enviam sua mensagem para todo o universo. Movendo-se para dentro, para os lados, para cima, para baixo e através de todo o espaço, há um rio cósmico de energia que flui. Essa energia foi identificada e recebeu muitos nomes e em muitas línguas: Chi, em chinês; ki, em japonês; prana em sânscrito;  rauch em hebraico; e mana em polinésio, só para mencionar alguns.

No Ocidente, naturalmente, tem recebido nomes que soam muito como termos científicos, como, por exemplo, “força ódica” e “energia orgone”. Trata-se sempre do mesmo estofo energizante de vida.

Este rio de energia pode ser aproveitado para vivificar qualquer coisa em qualquer freqüência. Ele pode dar vida a um  pensamento, a um sentimento, a um corpo físico. Porém, o projeto já está traçado; essa energia vai trazê-lo à vida. E tão logo o projeto não se fizer mais necessário, ou for concretizado e desaparecer, a energia fluirá de volta para o rio. E ela pode ser acumulada, aproveitada, adaptada, expandida ou reduzida, mas não pode ser destruída.
Se a concepção de um corpo, de um pensamento ou desejo for clara e não tiver bloqueios, essa energia vai fluir através dela sem empecilhos e a intenção atingirá a plena realização. Se, porém, a concepção for bloqueada, comprometida ou
se for ambivalente, então a energia ampliará a distorção. Temos de decidir o que fazer com ela, pois, de qualquer maneira, somos responsáveis por aquilo que trazemos à vida com ela.

Uma vez que passamos pelo impacto de perceber que estivemos construindo cuidadosamente o nosso próprio mundo — e que o fizemos em conjunto — a percepção seguinte será a de que o poder de criar consoante novas maneiras é
ilimitado.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 35.

 

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