A pior das épocas, a melhor das épocas

Você e eu escolhemos estar presentes durante esta época caótica no planeta Terra, embora, às vezes, possamos imaginar se não deveríamos ter pensado bem sobre o contrato antes de assiná-lo.

Na verdade, é a melhor época possível. Como disse um representante da China nas Nações Unidas, alguns anos atrás: “As condições são excelentes; o mundo está numa confusão terrível.”
A destruição é o primeiro passo para a mudança de consciência. O que é velho morre para que o novo possa nascer. Isso é verdadeiro, quer envolva pessoas, quer envolva sociedades ou a espécie humana inteira. Seria ótimo se deixássemos que a mudança acontecesse de modo ameno.

Mas o nosso medo inconsciente da mudança sempre ocasiona as dores do parto. Porém, quanto mais relaxamos nas contrações, menos dor sentimos. Se nos entregarmos inteiramente ao processo, todo êxtase será possível.
Assim como temos um propósito individual para estar aqui e um destino para o qual nos estamos dirigindo, assim acontece também com o nosso planeta.

Um antigo nome grego para designar a Terra era Gaia, a Deusa Mãe. Gaia é uma entidade viva, pulsante, e cada um de nós é uma célula do seu corpo — como são todas as outras formas de vida. Muitas culturas, erroneamente denominadas “primitivas”, sabiam que a Terra era um ser vivo, sagrado, e viviam em respeitosa harmonia com ela. Ao esquecermos isso, chegamos perigosamente perto de nossa própria destruição. É interessante que nossos cientistas estejam funcionando como despertadores, fazendo-nos abrir os olhos para a ignorância, a negligência e a arrogância. As teorias mais avançadas em todas as ciências, da astrofísica à zoologia, dizem-nos agora que devemos encarar cada sistema na Terra em termos de sua interconexão com o todo.
Somos os agentes através dos quais se processará a iniciação de Gaia. Alguns de nós têm a tarefa de destruir os antigos protótipos de realidade. Outros têm o trabalho de preservar o que aprendemos de melhor até agora. Outros são os construtores de pontes, ensinando-nos o modo de passar do velho para o novo. Também há os verdadeiros visionários, que vêem o novo mundo. Muitas de nossas crianças estão nesse grupo, com o projeto de um novo mundo gravado em suas células. Muitas delas já sabem o que ainda estamos imaginando. Essas crianças formam uma turma voluntariosa e, sem dúvida, será um desafio educá-las. Mas elas têm de ter uma vontade poderosa a fim de levar a visão ao seu nascimento. Elas serão nossos mestres.

Recentemente, enquanto estava com um problema de atraso no aeroporto, tive uma longa conversa com um pequeno feiticeiro de quatro anos de idade. Daniel é negro, com olhos enormes e brilhantes, um sorriso contagiante e um vocabulário precoce. Num determinado momento, indaguei o que gostava de fazer. Sem um segundo sequer de hesitação, ele disse: “Eu gosto de me batizar!”

     A luz em espiral
Os momentos decisivos de nossa iniciação, tanto do ponto de vista do indivíduo como da espécie, são, em geral, representados graficamente como uma espiral ascendente. Talvez a espiral seja um desenho que se origina em nossa estrutura celular, já que a Natureza gosta tanto dessa forma, utilizando-a em tudo, desde a configuração do nosso ADN até o formato de nossa galáxia. Ela é a interface de conexão onde aquilo que não tem forma toma forma.

Quando contornamos uma das grandes espirais — o que parece que estamos fazendo exatamente agora — o universo move tudo o que está em seu caminho para fortalecer a mudança.
À medida que nossa perspectiva muda, chegamos a compreender que todos os homens, mulheres e crianças contêm a Luz dentro de si. Gaia tem essa Luz. A vida em todas as suas manifestações carrega essa Luz. Temos de manter continuamente essa Luz e nossa visão de paz durante esta época crítica de purificação.

Todas as injustiças e desequilíbrios do nosso planeta estão se alastrando atualmente. À medida que as divisões políticas, raciais e econômicas se tornam mais radicais, é necessária uma incrível autodisciplina para não entrarmos em desespero ou ficarmos presos à polarização. É preciso ter coragem, amor e o compromisso de acender as velas e desistir de maldizer a escuridão. Do outro lado dessa divisão encontra-se a paz, e nessa paz colheremos aquilo que foi plantado pela sabedoria de cada religião.

Podemos ser emissários dessa visão de paz se nos comprometermos, em primeiro lugar, a resolver nossas próprias guerras internas.
Foi-me dito em Espírito que nossa experiência iniciatória em vigor poderia ser sintetizada como “estar no mundo mas não pertencer ao mundo”. Se cada vez mais pessoas viverem a consciência do Cristo, elevaremos o nível de vibração de todo o planeta. Estamos a caminho de aprender a espiritualizar a matéria e a curar o velho cisma entre o físico e o espiritual. Quando esse processo se tornar consciente, ele gerará uma incrível mudança. E a mudança consciente é o mecanismo que põe em funcionamento a iniciação.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 67.

Foto: Rad(ish) Labs

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