Gratidão

A segunda melhor coisa que podemos fazer com o desafio é agradecer por ele.
Eu costumava me perguntar por que os grandes mestres sempre nos orientaram para a gratidão, para dizer obrigado. Com certeza, Deus não tem um ego que necessita de louvor. Mas, através do meu trabalho de cura, acabei entendendo por quê.

A gratidão é uma energia que faz milagres em todas as nossas dimensões. Em primeiro lugar, aprendi isso quando fui solicitada a fazer um trabalho com um jovem que tinha sofrido um acidente em um pequeno avião. A primeira vez em que trabalhei com ele, em Espírito, seu campo de energia estava fragmentado e traumatizado, como era de se esperar.
Foi-me pedido para trazê-lo de volta a outra sessão no prazo de três dias.  Quando estive com ele outra vez, mal podia acreditar no que estava vendo.
Havia milhares e milhares de minúsculos sinais de luz brilhando em todo o seu corpo. Fui avisada de que eu estava vendo a “energia da gratidão em funcionamento”. A gratidão libera um imenso poder de cura dentro da estrutura de nossas células; é como uma explosão atômica em miniatura. É por isso que nos dizem para sermos agradecidos: somos fortalecidos pela gratidão. A gratidão é uma escolha, e com o tempo, torna-se um hábito. Nossos desafios são perfeitos locais de treinamento. Se formos atentos, poderemos descobrir que, por trás das respostas frenéticas do ego ao desafio, uma parte mais misteriosa de nós já sabe ser agradecida. No momento do desafio, é grande a tentação de querer que alguém, qualquer pessoa, faça tudo isso desaparecer. Eu chamo isso “procurar a varinha mágica”. Às vezes, rezamos ao Espírito para levar tudo embora.
Certa vez, deparei-me com um desafio que me desnorteou tanto que fui implorar ao Espírito para me dizer o que fazer. Naquele momento, eu não queria nenhum dos discursos costumeiros, repletos de sabedoria; eu só queria que ele me dissesse o que fazer. Depois que me acalmei, o Espírito me disse: “Você acha que é tão POUCO amada a ponto de ser privada do único modo que tem de crescer, ou seja : essas decisões que toma todos os dias? ”
Então me foi mostrada a imagem de um bebê aprendendo a andar. Ele às vezes caía e se machucava. Surgiam então mãos amorosas que o ajudavam a pôr-se de pé novamente, que lhe davam uma batidinha no traseiro e se retiravam. “O verdadeiro amor”, foi me dito em Espírito, “respeita a capacidade inerente que a criança tem de andar.” Ele não diz: “Como você se machucou, vou carrega-lo pela vida afora.” Nossos desafios chegam porque é a hora de aprendermos a engatinhar, depois andar e depois correr. Sem eles, estaríamos eternamente presos à primeira infância.  Outra técnica que ajuda durante o desafio — e também em outros estágios — é desenvolver aquilo que é comumente denominado a testemunha ou o observador.
Isso significa que você atribui a alguma parte da sua consciência a função de permanecer fora daquilo que está vivenciando e simplesmente observar. Ela não interfere nas reações que você tem. Se você chorar ou rir, protestar ou sucumbir, ela simplesmente observa e toma nota. O desafio é aquilo que você está vivenciando, não o que você é. A testemunha o ajuda a ver a diferença. Nesse estágio, assim como nos outros, é importante começar do ponto em que você se encontra.
Durante um desafio, nós nos sentimos como se estivéssemos tateando no escuro, e pode ser mais confortável voltar à luz das formas antigas, mais seguras.
Porém, as respostas não estão ali. Elas estão no escuro desconhecido. Mas não se esqueça de que, com o tempo, os ciclos escuros se iluminam.
Conta-se a história de uma mulher que perdeu as chaves do carro. Ela estava de pé, sob a luz de uma lâmpada tateando em volta para procurá-las. Então chegou um homem e se ofereceu para ajudar. Depois de algum tempo, ele perguntou:
– A senhora tem certeza de que as perdeu aqui?
– Oh, não — respondeu ela — eu as perdi lá no escuro. Só que aqui há mais
luz.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 133

Foto: Just One More Book

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