A ajuda necessária para abrir o Psi Q

Há muitas, muitas realidades — faixas de energia — e nem mesmo o melhor médium consegue abrir a mais elevada delas a menos que sua intenção seja muito pura. Para nos sintonizarmos com as freqüências mais altas — assim como o padrão de alma de outra pessoa — temos, primeiramente, de purificar o desejo de auto-engrandecimento. Isso não significa que não podemos ter um ego pessoal. Isto provavelmente nem é possível sem um completo autodomínio. Mas é possível colocar de lado o nosso ego. Isso exige a capacidade de viver incondicionalmente e sem julgar nada e com uma boa dose de humildade — não podemos aprender nada de novo se acharmos que já sabemos tudo.

Uma importante exigência para sermos capazes de “ler” qualquer freqüência é estabelecer uma ressonância solidária com ela. Outra é sermos suficientemente livres de nossas tendências para receber uma impressão clara, imparcial. Até mesmo os receptores mais esclarecidos têm de interpretar aquilo que vêem ou sentem. A interpretação depende de várias coisas: as informações, os símbolos e a experiência armazenada no cérebro do receptor, seu desejo de aprender com novas informações, sua capacidade de entrar em sintonia com a mente coletiva, de se aproximar de toda a experiência humana e sua capacidade de se afastar e encarar a situação com tanto
distanciamento compassivo quanto possível.
Assim como a abertura das capacidades mediúnicas pode ser parte do estágio do despertar do nosso crescimento, assim  também essas capacidades devem passar por um despertar todo seu. O corpo — particularmente o sistema nervoso a mente e as emoções — têm de ser todos preparados para lidar com a interação com as freqüências mais elevadas. Não se pode encontrar essa preparação necessariamente aos pés de um mestre ou no treinamento esotérico. A vida pode ser a nossa mestra. A preparação consiste em viver responsavelmente, honestamente, conscientemente — de todas as maneiras, inclusive fisicamente — com os desafios e oportunidades que aparecem diante de nós todos os dias. Nossos maiores mestres podem ser as pessoas que mais nos magoam. Aprender a perdoar a cada um e a todos (particularmente a si mesmo) e a amar a todos (especialmente a si mesmo) sem levar em conta as aparências, pode ser a lição mais importante da nossa vida.
Se você quiser realmente entender como o seu corpo, a sua mente e as suas emoções trabalham juntos, o estudo de uma ciência espiritual — como a Teosofia, o Rosacrucianismo, a Yoga e muitas outras — pode poupar-lhe muitas tentativas e erros. Mais do que isso, pode ajudá-lo a evitar a cilada da superstição. Não estou recomendando nenhuma filosofia em particular, como também não proponho que você apenas estude psicologia. Porém, é importante encontrar boas fontes de informação a respeito de como a energia funciona no corpo físico em colaboração com a consciência: como e onde a energia penetra em seu corpo, onde estão os principais pontos coletores de energia (os chacras) e como eles estão interligados com sua neuroquímica. Se você não tem nenhuma formação em alguma ciência espiritual e está interessado, eu recomendaria que começasse por uma boa livraria especializada em metafísica e pedisse informações básicas a respeito de corpos sutis e chacras (centros de energia).
É verdade que, quando uma pessoa libera um aspecto limitado da realidade e abre a mente para outras possibilidades, o Psi Q da pessoa tende a aumentar. Há dentro da pessoa comum, saudável, portões de segurança que protegem o organismo para que ele não se sobrecarregue com experiências que ainda não está pronto para integrar. Esses portões podem ser escancarados por meio de um duro trauma ou de drogas, mas, geralmente, a realidade que a pessoa vivencia sob essas condições não pode ser integrada ou repetida de acordo com a vontade dela. Um bom treinamento espiritual promove essa integração e esse equilíbrio. Na maioria dos sistemas, há advertências severas a respeito da preocupação com os fenômenos mediúnicos. E com muita razão. A preocupação com a moda dos fenômenos psíquicos pode desviar você do objetivo do autoconhecimento.
Muitas pessoas que conheço e que agora se dedicam seriamente aos estudos espiritualistas tiveram um importante rompimento nesse nível, uma experiência do tipo “Oh, uau!” que alimentou sua paixão para saber mais coisas. O truque é não criar o hábito do deslumbramento ou confundi-lo com a coisa real.
Lembro-me de uma história contada por Ram Dass, segundo a qual foi dada uma dose cavalar de LSD ao guru Maharaj-ji. Ram Dass ficou admirado pelo fato de o guru não ter tido nenhuma reação. Por fim, o mestre disse que estava tudo bem com o LSD, mas ele se perguntava por que alguém iria apenas visitar o Cristo quando era possível ir até Ele e ficar.
Não é uma boa idéia explorar “outros mundos” até que você tenha o controle daquele em que tem a consciência de estar vivendo. Desenvolver o Psi Q não é o meio de evitar os problemas pessoais e os desafios da existência. Com o passar dos anos, observei pessoas que se separaram de suas famílias, ignoraram as responsabilidades e evitaram problemas psicológicos evidentes criando uma cortina de fumaça feita de uma conversa ambígua sobre paranormalidade. Desde o início, o Espírito me aconselhou: “Dê um pequeno passo e procure inteirar-se. Dê outro passo e procure inteirar-se.” Esse foi um conselho indispensável, e eu o recomendo amplamente. Quando começamos a ter mais do que experiências mediúnicas casuais, precisamos fazer constantes análises da realidade. A sabedoria que ensina “Antes de ser iluminado, eu cortei lenha e carreguei água; e depois que me senti iluminado, cortei lenha e carreguei água” aplica-se também às novas visões interiores mediúnicas. Depois que as vivenciamos, ainda temos impostos para pagar, filhos para educar, tarefas a serem executadas.
Eu sempre digo às pessoas que tudo bem se elas querem desenvolver seu Psi Q, mas  primeiro, devem parar e perguntar a si mesmas honestamente: “Por quê? O que eu quero fazer com essas técnicas? Quero mesmo utilizá-las a serviço do meu próprio crescimento e em benefício dos outros? Estou disposto a continuar trabalhando minhas questões pessoais?” É prudente verificar quaisquer necessidades de atenção e de poder do ego em relação aos outros, antes de sair deliberadamente em busca do desenvolvimento da capacidade mediúnica. É necessário estar sempre bem fundamentado e equilibrado, pois as capacidades mediúnicas fazem servos maravilhosos mas mestres terríveis. O melhor conselho que eu conheço foi atribuído a Jesus Cristo, e vem ecoando nos treinamentos desde a Antigüidade até hoje: “Procure primeiro o reino dos céus” — o Nirvana – o Êxtase – o Paraíso – a Nova Conexão. As visões interiores mediúnicas podem simplesmente nos ajudar a reconhecer algumas das curvas do caminho.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 170

Foto: Wonderlane

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