As escolhas são intermináveis

Consciente ou inconscientemente, fazemos escolhas o tempo todo a respeito do que fazer com a energia em qualquer situação que se apresente. Talvez não sejamos capazes de mudar uma atitude negativa de um colega de trabalho, mas podemos decidir se vamos ou não combatê-la com igual negatividade, o que manteria essa dança ad infinitum. Os dedos que apontam polarizam, e a resistência torna mais forte uma luta. Também podemos subtrair  nossa energia reativa e escolher o modo como vamos agir.

  Eu tive a oportunidade de ver uma perfeita demonstração disso por parte da mestra e conferencista Patricia Sun. Durante uma apresentação bonita e convincente, ela mencionou esse mesmo princípio. Poucos minutos depois, quando indagou se havia perguntas, um homem da platéia levantou-se e contou uma piada “suja”, de mau gosto. Sun não reagiu — nem com palavras, nem com linguagem corporal, nem com expressão facial, com nada. Devido à sua ausência de resposta a essa tentativa sarcástica, a piada explodiu como uma bomba e toda a platéia a ignorou. Não houve nenhum sussurro indignado, nenhuma cabeça a virar-se para trás a fim de ver quem havia cometido aquele ultraje. Foi como se nunca tivesse acontecido. Se Sun tivesse reagido com indignação, raiva, insulto ou mágoa, a platéia também teria reagido e a piada ter-se-ia revestido com a força do momento. Do modo como aconteceu, ela morreu de morte natural devido à falta de energia. Quando decidimos o que fazer com nossas energias, nós reivindicamos o nosso verdadeiro poder. Começamos a agir e não apenas a reagir.
Nós reivindicamos o nosso direito inato de criar, escolhendo as palavras, imagens, desejos e ações que estabelecem  novos padrões num nível causal. Não desperdiçamos mais energia arrastando por aí os efeitos de criações anteriores.
Muitos de nós estamos descobrindo, por exemplo, que, se combinarmos as energias com a consciência da guerra, não estaremos fazendo nenhum progresso.
Isso só reforça aquilo mesmo que estamos querendo superar. Em vez disso, um número cada vez maior de pessoas está descobrindo que é melhor não investir energias posicionando-se contra alguma coisa: é muito mais eficaz ser a favor de alguma coisa. Isso nos permite redirigir a energia para a criação de uma nova consciência planetária suficientemente grande para abarcar e celebrar todas as nossas diferenças assim como os nossos pontos em comum como cidadãos do planeta Terra.  É preciso muita disciplina e tenacidade para assumir as visões interiores que já tivemos e fazer com que elas se manifestem. Sempre há muitas suposições antigas em torno de nós para nos desencorajar. “É melhor cada um cuidar de si.” “Sempre haverá guerras.” “As mulheres, por natureza, são… (preencha o espaço em branco).” “Os homens, por natureza, são… (preencha o espaço em branco).” E depois há o arremate: “Assim é a natureza humana!”
Quando ouço histórias de novas soluções criativas, penso na palavra Jeová, um dos nomes que demos a Deus. Ele significa “Eu sou imaginação e manifestação”. Cada um de nós carrega a força do Eu Sou dentro de si. O universo não é responsável por aquilo que escolhemos fazer com o poder do Eu Sou — nós é que somos. É uma boa política prestar atenção no modo como utilizamos esse poder. Quando dizemos ”eu sou…”, o nosso subconsciente imediatamente aciona um programa para realizar esse pronunciamento. Toda vez que dizemos “tenho medo”, nós reforçamos o medo. E toda vez que dizemos “confio em que haja uma solução”, fornecemos ao subconsciente um estímulo para atrair essa solução.
Uma vez eu trabalhei com uma mulher que corria de médico em médico e de curandeiro em curandeiro. Ela nunca recebia ajuda. Havia muitas razões para isso e uma delas era que ela não assumia a responsabilidade por suas próprias afirmações.
Começava suas frases com “eu receio que” vinte e duas vezes durante uma conversa. Ao afirmar continuamente o seu medo, ela fechava a possibilidade de receber a ajuda que dizia querer. A ambivalência é uma energia assim como qualquer outra. Crie uma energia ambivalente e a envie para o universo, sendo que é exatamente isso o que você receberá de volta — mensagens duplas.
Não há limite para o que podemos fazer quando afirmamos Eu Sou, quando abandonamos as limitações passadas, sonhamos novamente e então nos comprometemos a trazer a nova visão para a Terra. Equilibrados entre a nossa Divindade e a nossa humanidade, nós nos tornamos como dizia um erudito talmúdico, o rabino Adin Steinsaltz, a seu próprio respeito, um “eterno viajante entre o céu e a Terra”.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 190

Foto: Deadair

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