Bashar Sobre Os Idos de Março – Minha Releitura em Dezembro

As Entranhas do Universo

Shakespeare cunhou uma expressão em Inglês em sua peça ‘Julio Cesar’: “beware the ides of March”! Em português, a expressão é  traduzida como “cuidado com os idos de março”.

De acordo com Alberto Dines (leia seu artigo completo aqui), a expressão corresponde ao ato que remonta o assassinato de César, morto com 23 facadas no dia 15 de março do ano 44 a. C. Conta a história que no momento  em que César caminhava triunfalmente para o Senado, um adivinho o advertira para “cuidar-se com os idos de março”. Porém, muito confiante em seu magnífico poder divino, César não lhe deu atenção e momentos depois era assassinado, sendo imortalizado na peça de Shakespeare ao ter proferido veementemente “até tu Brutus?”, como a expressão máxima de uma traição.

No calendário romano da época, os “idos” faziam referência ao dia 15 dos meses de março, maio, julho e outubro, enquanto nos demais meses os fatídicos “idos”caíam no dia 13, que até hoje ainda é um dia crido como agourento para muitos.

Pois bem, para quê tal preâmbulo? É que Bashar usa a expressão “os idos de março” nesse seminário para referir-se a um espaço maior de tempo, não apenas àquele único dia de março. Assim, a ideia seria considerarmos a lacuna entre os dias 10 ao 20 de março, mais ou menos, dependendo do ano ou das mudanças que tivemos em nossa consciência coletiva e também considerando as energias que circulam o ponto médio do dia 15 de março, já que este dia especificamente seria um “portal”, de acordo com Bashar, portal este criado como resultado da nossa consciência coletiva em muitos de seus níveis fisiológicos e não-fisiológicos. A existência de um portal temporal revela que estamos chegando coletivamente a um certo ponto ou a um “momentum” (palavra em Latim que significa contração de MOVIMENTUM e também “instante” de acordo com esse super site aqui) no ciclo das transformações evolucionárias que já acontecem dentro de todos nós. Tais transformações fazem com que sejam criados portais energéticos que conferem oportunidades para que muitos indivíduos de nossa sociedade peguem carona nessa energia a fim de passarem para outro nível ou outro “momentum”mais acelerado de si mesmos.

Assim como Bashar identificou o portal de março, ele também distinguiu em sua palestra sobre o evento da eleição de Trump em novembro passado (clique aqui se você ainda não leu o post) o fenômeno de uma onda de energia caótica, digamos assim, que começou a destruir positivamente o “status quo”não só daqui dos EUA, mas também do mundo todo. E como estamos nos “idos de dezembro” nesse momento (hoje, momento em que eu escrevo, dia 13 de dezembro), penso que o referido seminário de março tem tudo a ver com esse nosso “momentum”atual já prenhe com os desdobramentos mais positivos que se despontam nesses “idos de dezembro” e que também nos posicionam nas prévias da posse do novo presidente do EUA em janeiro próximo. Portanto, novamente temos uma oportunidade grandiosa de nos auto-avaliarmos em termos de quem somos e o que queremos ser para esclarecermos para nós qual é a pessoa que acreditamos ser e o que é que acreditamos que queremos ser/ fazer: dito de outro modo, este é o momento para esclarecermos as nossas crenças a nosso respeito nesse momento e o que podemos mudar em relação a elas.

Logo, esse tempo também é importante, pois estamos praticamente no “buraco da agulha”: de que maneira poderemos passar através dele? Sem luta e de forma tranquila? Como poderemos passar por esse buraco transicional de forma a deixarmos para trás tudo que não nos pertence mais? Apenas o “eu verdadeiro”de cada um de nós conseguirá passar por tal digníssimo-orifício-transicional-da-metafórica-agulha-dessa-dimensão. Tudo o que não for nosso ou tudo aquilo que seja para nós uma ilusão não passará nem mesmo com muita luta, esforço e sofrimento de nossa parte. Assim, esse é o momento para esclarecimento e auto-limpeza: deixemos para trás ideias, sistemas de crença, padrões e hábitos que foram incutidos em nossa consciência pelos nossos pais, pelos nossos colegas ou pela nossa sociedade, uma vez que tais ideias/crenças/hábitos/padrões não mais definem o indivíduo que cada um queremos ser, pois não têm mais nada a ver com aqueles seres que sabemos que somos, no fundo do nosso coração. Então deixemos tudo isso para trás, observemos o que queremos em nossos corações e façamos uma auto-avaliação, uma reestruturação de nós mesmos com base no que realmente somos/desejamos ser. E esse momento agora é extremamente vantajoso para a nossa aceleração final.

Bashar nos adverte: “se vocês realmente quiserem se libertar desses conceitos que não mais funcionam em suas vidas, então a hora de agir é agora, já que podem tirar vantagem da energia coletiva de sua sociedade, o que permitirá que cada um de vocês seja conduzido através do limiar de maneira que no outro lado e no final desse ciclo particular vocês ajam como novos seres em uma nova realidade, tendo enfim sido libertos de suas crenças limitantes e desmotivadoras. Vocês estarão altamente acelerados, irão se sentir muito mais leves além de poderem experienciar de forma mais instantânea o que quiserem manifestar em suas vidas. Também serão capazes de viver mais no agora, mais no momento presente imediato ao invés de se concentrarem/projetarem energia no futuro ou no passado. Abdicar das coisas que não mais lhes servem os ajudará a permanecer mais firmes no momento presente e a reunir e integrar toda a energia no aqui-agora, de forma que possam agir com mais consciência.”

Tais considerações de Bashar inscrevem-se na ideia de integral comunicação (prece) com o nossos níveis superiores de consciência, como as outras dimensões, o Infinito, os nossos guias e os seres angélicos, porém essa ideia não tem nada a ver com o atual conceito de religião. Quando dirigimos uma prece ou nos comunicamos com o Infinito ou qualquer que seja o termo que prefiramos utilizar, Bashar recomenda veementemente que a comunicação seja feita no TEMPO PRESENTE. Ele explica: “tudo o que vocês desejam, tudo o que querem e que é a representação da sua verdade interior, do seu Eu Natural, do seu verdadeiro entusiasmo, da sua verdadeira felicidade, em suma, de tudo o que cada um mais deseja arrematar para si em sua vida, vocês todos já receberam. Porém, pode não estar à sua vista, pode estar invisível para vocês no momento, mas vocês já  receberam tudo!”

Bashar nos ensina algo mais fantástico ainda: a Criação se deu toda ao mesmo tempo no agora, como um ato singular. Tudo o que existe foi criado ao mesmo tempo, num mesmo momento, já que o tempo é a nossa grande ilusão aqui na realidade física: tudo o que acreditamos que um dia conseguiremos já recebemos aqui/agora. Repito: já recebemos absolutamente tudo o que o nosso coração mais deseja, TUDO TUDO TUDO MESMO! Quando rezamos pedindo algo, não estamos na verdade pedindo alguma coisa que ainda não conseguimos, mas sim estamos pedindo para que sejamos auxiliados a enxergar o que já temos. Quando ao sermos ajudados conseguimos ver o que já temos, isso quer dizer que a nossa vibração já se equiparou àquela ideia, àquela realidade, àquela experiência ou àquele presente. Assim, uma vez equiparada a nossa vibração a do nosso específico presente, este se torna visível para nós ou se “manifesta”em nossa realidade.

Nas palavras de Bashar, mais uma vez: “Na verdade, não se trata de uma manifestação real, como se nada houvesse antes. Apenas aprenderam a enxergar o que já estava aqui/agora, pois vocês já têm tudo o que poderiam sonhar em querer. Tudo já foi lhes dado! Não existe nada fora de vocês!Não existe nada além de vocês! Não existe “fora”! Não existe “além”! Tudo é aqui e agora, mas em vários estados de visibilidade e invisibilidade, dependendo da frequência em que estiverem operando, quer dizer, o seu sistema de crenças e a intensidade das definições que vocês compraram para si.”

Portanto, quando aprendermos a mudar as frequências com mais clareza para corresponder àquelas que desejamos veremos que tudo estava bem ali debaixo dos nossos olhos! Entenderemos então que sempre o tivemos e que então poderemos desfrutar daquilo completamente. E a forma pela qual podemos nos permitir mais facilmente acessar as frequências que queremos é nos livrar daquilo que não nos pertence ou de definições que não mais funcionam para nós — não precisamos mais usá-las, se não quisermos. Tais definições/crenças apenas nos deterão em nosso caminho, tal como bagagens que não usaremos mais.

Suavizem-se! Aliviem-se das suas cargas e experimentarão maior iluminação!

É o que Bashar tem a nos dizer. Ainda, ele nos dá a sugestão de uma técnica que é carregarmo-nos de irreverência e criatividade quando desejamos sintonizar em uma determinada frequência para que o nosso presente já dado nos apareça.

E ele explica como fazê-lo: “se você acha que tem mais prática em ter medo na vida do que em ser alegre, confiante e ter certeza das coisas… ou dito de outro modo, se descobriu que com você as coisas acontecem mais facilmente quando você tem medo, então aproveite esse seu ponto forte e morra de medo, que você será um sucesso!  Isso pode acontecer porque o seu medo de atrair a negatividade pode ser usado para atrair coisas positivas para você, uma vez que esse medo é sua maior força/sua maior energia. Então, aproveite-o.

Se você entender que deve fazer sacrifícios na sua vida, então escolha sacrificar  aquilo que não funciona com você e deixe que se dissolva. Escolha sacrificar as coisas de que não gosta ao invés das coisas que prefere, pois o mesmo mecanismo do “sacrifício”pode ser usado tanto para as coisas de que você gosta como para aquilo de que você não gosta. Brinque com isso e veja o que acontece. No processo, vai descobrir o motivo de ter se focado naquela onda de preferir as coisas que não prefere realmente e então entenderá como poderá se motivar a escolher as coisas que verdadeiramente quer.”

Segundo Bashar, não existe a falta de motivação, como também não existe a falta de confiança — TUDO é motivação e estamos SEMPRE acreditando em alguma coisa, resta só sabemos em quê.

Então é assim: estamos sempre motivados; estamos sempre escolhendo algo; estamos sempre confiando em algo. A questão é sabermos por quê estamos motivados a escolhermos certas coisas que realmente não nos fazem bem. Se não estamos fazendo aquilo que realmente queremos fazer na vida, não é porque NÃO estamos com motivação para fazê-lo, mas sim porque estamos motivados a fazer alguma outra coisa — temos que descobrir a razão!

“Quando você entender as razões que tem criado em sua mente para a sua motivação, como por exemplo, por quê você escolheu fazer o que faz ou ficar onde está ou  comportar-se da forma que faz ou ser a pessoa que é, então compreenderá de que forma poderá mudar sua definição. Ao mudar essa definição, você automaticamente mudará os seus sentimentos e a motivação de maneira simultânea, pois TUDO está conectado à sua definição mais forte ou à crença mais forte em relação ao que você acredita ser possível na vida. Ao mudar sua definição das coisas, sua motivação vai automaticamente em direção à sua crença mais forte ou à definição mais forte para você naquele momento.”

É simples assim. E isso não é Filosofia, é Física. Tudo é energia e tudo se resume a energia. “Faça corresponder a sua frequência àquela realidade que queira e não terá outro jeito, a não ser ter aquela realidade para si. Não tem outro jeito.”

Isso é Física.

Isso é Bashar.

Tradução e texto meus, Flavia Criss.

 Em 14 de dezembro/2016. Alameda, CA

4 comentários sobre “Bashar Sobre Os Idos de Março – Minha Releitura em Dezembro

  1. Alex

    Querida, já chorei de emoção e alívio ao ler tudo isso. Um choro gostoso, que deixa a gente mais leve. Também ri muito depois.
    Estou exatamente nessa fase, de avaliar minhas crenças, descobrir o que me serve, deixar fluir minhas emoções, me encontrar comigo mesmo, ser mais eu.

    Foi a matéria mais maravilhosa da história. Você se superou.

    Grande abraço.

    1. Alex

      Agradeço seu apoio e seu carinho. É realmente um mundo novo, lindo, excitante e um pouco assustador, tudo ao mesmo tempo. Também estou naquela fase de me sentir um pouco sozinho, evitando assuntos e companhias que antes eram comuns. Será que todos passam por isso? As vezes me pergunto onde estão as pessoas positivas, com brilho no olhar.
      Sei que o desafio agora é aprender a lidar com essa velha energia, parar de resistir a ela, abençoar e permitir que ela se vá. Considero o fato de estar aqui, conversando com você, como um sinal dos novos tempos chegando.

      Desculpe o tom de desabafo. Obrigado.

      1. Eu estou nessa fase de isolamento também, mas acho super gostosa, porque para mim parece a comunhão com a criação do mundo/realidade que eu almejo. Pra vc ter ideia, não tenho mais conta em Facebook e Instagram, porque estamos pacificamente “gerando”, como “trazendo à luz”mesmo um mundo…sim, a velha energia precisa de aceitação, pois teve um propósito, não? E tem seus seguidores ainda que não somos nós.
        Gosto do Budismo que diz que a gente pode ter respeito por toda a criação e escolhermos o nosso caminho.
        Grande abraço, sempre sou-lhe grata pela co-criação.

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