A Corrente do Bem

Recebi um dos informtivos quinzenais de John Cali que me fez pensar bastante no título em questão, a “corrente do bem”.

Cali menciona um artigo da revista americana Science Daily em que os Institutos de Pesquisa da Universidade da California ( San Diego) e da Universidade de Harvard revelam  os resultados de seus estudos referentes ao que foi denominado como “atos de bondade”. Fui dar uma olhadinha para saber do que se tratava, e voilá

No texto explanativo da pesquisa, são apresentados resultados que revelam que o comportamento cooperativo é contagioso e realmente passa de pessoa para pessoa, ou seja,  quando as pessoas recebem algum ato de bondade de outrem, elas o passam adiante ao ajudarem outras pessoas não envolvidas inicialmente em todo o processo, o que cria a cooperação em “cascata” que influencia um grande número de pessoas participantes de uma determinada rede social.

O estudo foi conduzido por James Fowler, Professor da Universidade da California (San Diego-Departamento de Ciências Políticas)   e  Nicholas Christakis, Professor da Universidade de Harvard (Faculdade de Medicina- Sociologia Médica) e eles chegaram à conclusão de que ocorre um “efeito dominó” quando alguém faz uma doação em dinheiro para ajudar outras pessoas, por exemplo, pois aqueles que o recebem têm mais probabilidade de doar também dinheiro a outros que precisam, em uma nova oportunidade. Então cria-se esse “efeito dominó”, em que a generosidade de uma só pessoa, inicialmente, se dissemina por mais três pessoas, pelo menos, para então se espalhar subsequentemente para mais nove pessoas com as quais aquelas primeiras três interagiram, e assim por diante.

E o efeito persiste, segundo Fowler, pois as pessoas que agiram dessa forma não voltam mais a ser as pessoas egoístas do passado. Assim, o dinheiro que uma pessoa doou no primeiro nível do experimento é triplicado pelos outros posteriormente que estiveram direta ou indiretamente envolvidos, sendo influenciados a doar mais do que receberam.

“Embora o fator multiplicador no mundo real possa ser maior ou menor do que o que nós encontramos no laboratório”, disse Fowler, “pessoalmente eu acho muito emocionante saber que a bondade se dissemina entre pessoas que eu nem sequer conheço. Podemos ter a experiência direta de doar e ver as reações imediatas da população, mas não conseguimos ver como a generosidade se espalha como cascatas através da rede social e passa a afetar a vida de dezenas ou talvez centenas de outras pessoas. ”

Fonte: http://www.sciencedaily.com/

Tradução e comentários meus, Flávia Criss, em Mar/2010.

Foto: KB

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