A visualização daquilo que queremos

Manter com persistência uma imagem desejada — visualização — é uma das técnicas mais poderosas que podemos desenvolver. A visualização não é um conceito filosófico. É uma questão de aplicar a energia. Ela pode ser utilizada para coisas boas e para coisas não tão boas. De qualquer modo, aquilo que criamos volta para nós.

Quando efetivamente empregamos imagens de oração para apoiar a cura, temos de aprender a escolher cuidadosamente essas imagens. Eu me lembro de uma chamada telefônica frenética que recebi no meio da noite. Um jovem estava ardendo em febre superior a 40°C e todos os seus sinais vitais estavam irregulares. A primeira tarefa foi sintonizar-me com o Espírito e procurar uma imagem que pudesse ajudar a estabilizá-lo. Eu estava tendo dificuldade com a imagem que deveria usar naquele caso, porque sei como as imagens podem ser poderosas. Com certeza, seu corpo estava com febre por alguma razão. Eu decidi focalizar a minha imagem olhando, por sobre o ombro de um médico, para o rapaz dormindo calmamente. O médico estava escrevendo as palavras: “Todos os sistemas se estabilizando.” Quando eu me sintonizei com ele e utilizei essa imagem, percebi que seus pais o estavam rodeando com energia de medo. Sugeri que se lembrassem da potência de sua própria energia e do poder ilimitado dentro do rapaz e que voltassem para o lado da cama enviando amor puro e confiança. Dentro de meia hora, a febre do rapaz tinha baixado para 38 graus e dentro de uma hora seus sinais vitais tinham começado a se estabilizar.
As pessoas que usam a visualização como apoio para o tratamento do câncer e de outras doenças fatais têm descoberto a importância da seleção cuidadosa de imagens.
Depois do diagnóstico do câncer de Carl, por exemplo, ele começou a visualizar as células cancerígenas sendo mortas por soldados. Só depois de trabalhar com o seu terapeuta é que ele percebeu que aquilo não podia ser eficaz para ele já que ele era um pacifista militante há muito tempo. Seu subconsciente não recebia facilmente uma imagem de guerra. Ele mudou para uma imagem das células cancerígenas sendo resgatadas do seu caminho de destruição por anjos e levadas para um lugar de reeducação onde podiam tornar-se células “boas”. Isso funcionou, e ele está convencido de que a sua crença no princípio e a sua persistência em praticá-lo positivamente sustentaram o seu tratamento médico e a cura.
Conheço um homem que queria um carro novo e fixou a figura de um Chevrolet azul no seu quadro de avisos. Ele realmente queria um Toyota vermelho, mas não conseguia encontrar a figura de um; então presumiu que a de qualquer carro serviria.
E começou a afirmar que o carro novo estava chegando. Ele não tinha dúvida de que chegaria, nem tinha medo de não merecê-lo. Sua prece foi atendida quando ele bateu o recorde de vendas da companhia e foi premiado com um carro novo — um Chevrolet azul.
Eu tenho de tomar muito cuidado ao repetir histórias como essa porque elas simplificam demais uma dinâmica complexa. Obviamente, encontramo-nos numa realidade consensual criada conjuntamente por todos nós que vivemos nela, e nem todos estão mantendo a mesma imagem. Temos de estar profundamente comprometidos e não ser ambivalentes para não alimentar com persistência uma imagem que é diferente da do nosso sócio, da nossa família ou da nossa cultura.
Contudo, se não conseguimos ver a imagem em nossas mentes, não conseguiremos criá-la. Um mundo de paz, por exemplo, tem de ser visualizado por muitos de nós durante tempo suficiente para substituir a nossa crença enraizada de que a guerra é inevitável. Isso implica um compromisso real.
A visualização não é tão facilmente dominada como pode parecer. O cérebro armazena lembranças em cachos. Retire uma lembrança do cacho e todo o resto é desencadeado. Para visualizar bem, a pessoa tem de deter esse processo e manter a mente concentrada na única imagem que quer. Se não for vigiada, a mente, que costuma ser comparada a um macaco cheio de energia, vai ficar maluca com o seu novo esquema de trabalho.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 204

Foto: Nathan Mega

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