O universo dissipativo

Podemos nos encorajar com um princípio da física descoberto por Ilya Prigogine, vencedor do Prêmio Nobel em Química. Ele o denomina de teoria das estruturas dissipativas. O dr. Prigogine vê a natureza como um sistema aberto no qual todas as partes estão passando por uma contínua troca de energia com o meio ambiente. Ao descrever essa teoria, Marilyn Ferguson escreve, em Aquarian Conspiracy [A Conspiração Aquariana], que um sistema aberto é mantido por uma dissipação contínua — ou consumo — de energia, “assim como a água se movimenta através de um redemoinho e cria a energia ao mesmo tempo… Uma estrutura dissipativa pode muito bem ser descrita como uma totalidade que flui… altamente organizada, mas sempre em processo”.

Quanto mais complexo é um sistema tanto mais energia ele precisa para manter todos os seus inúmeros pontos de conexão. Isso, por sua vez, faz com que ele seja, ao mesmo tempo, sujeito a contínuas mudanças e ameaçado pela mudança. Porém isso também significa que o sistema tem algo de novo embutido nele.
À medida que a energia se movimenta através de uma estrutura dissipativa, ela cria perturbações. Se não são importantes, o sistema joga-as fora. Se não são tão insignificantes, então aumenta o número de ajustes que têm de ser feitos dentro do sistema. Um grande número de ajustes pode sacudir todo o sistema. Se isso acontece, então todas as partes têm de renegociar seus acordos umas com as outras e se juntar num novo padrão. Mas a parte realmente interessante é que, quando se reagrupam, elas o fazem numa ordem superior do ser. Depois, quanto mais complexo se torna o sistema, tanto é mais provável que se transforme novamente. Os seres humanos são, por sua própria natureza, sistemas complexos. Durante o ciclo de purificação da mudança, nós somos completamente sacudidos. Mas visto que nos reagrupamos após a purificação, todo o nosso sistema funciona num nível superior.
Mas primeiro vem a destruição — o primeiro passo da criatividade. Se eu quero construir uma nova casa no lugar onde existe outra casa, a primeira coisa que tem de acabar é a casa velha. Se uma pessoa não sabe o que está acontecendo, isso parece uma destruição violenta. Mas essa é a mesma força explosiva que cria planetas a partir dos resíduos de uma supernova, a mesma força que cria uma nova terra a partir da lava expelida por um vulcão em erupção.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 219

Foto: Tom6788

2 comentários sobre “O universo dissipativo

  1. Flávia…estamos explicadas aqui, não? Maravilha de livro escolhido, vou acompanhando passo a passo e cada dia mais encantada!
    Gratidão pela sua iniciativa! Beijo beijo.

    1. Esse livro é um dos meus preferidos, Inês…e ler todo dia um pedacinho faz com que a gente o vá assimilando mais profundamente, de acordo com a minha experiência.
      Mas fico mais feliz ainda porque pessoas como você também estão gostando!!!!
      Que bom, que felicidade, querida!
      Que aprendamos juntas cada vez mais!
      Mil beijos!

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