Integração: repadronizando a mandala

Durante a entrega, há um período de reforma, uma época em que o novo tem de ser sintetizado e integrado. Essa é uma parte extremamente importante para a complementação das Sete Etapas da Mudança de Consciência. Numa psique razoavelmente saudável, há um dispositivo de segurança que faz soar antecipadamente um alarme quando estamos absorvendo mais do que somos capazes de integrar. É prudente ouvir esse alarme e proceder a uma verificação da realidade de vez em quando. “Explodir” simbolicamente a sua mente” é uma coisa. Fazer isso literalmente pode ser perigoso. Lembre-se, dê um passo e integre.

Durante a integração, os componentes que formam o nosso subconsciente começam a se reagrupar em novas combinações. Como os fios de uma trama que andamos desfazendo, eles agora podem ser tecidos novamente de outra maneira, até mesmo com o acréscimo de novas cores.
Estamos criando uma nova mandala viva da qual somos o centro. Os símbolos, as cores e os padrões são compostos de tudo aquilo em que acreditamos e eles revelam aquilo que estamos mantendo na nossa memória individual ou racial, tudo aquilo que achamos que somos. Essa mandala está em constante movimento, fazendo ressoar sua mensagem pelo mundo. À medida que passamos por mudanças, a mandala começa a mudar, como os desenhos de um caleidoscópio. Em determinado estágio de entrega, a antiga mandala se dissolve e outro desenho começa a aparecer.
Em cada nível do nosso desenvolvimento, vivenciamos uma mistura da intencionalidade da vontade e do coração e decretamos: “É isto o que eu quero trazer para o plano físico.” Quando essas palavras são proferidas, a nova mandala é trancada no cérebro.
Quando uma síntese assim poderosa ocorre, nem mesmo a histeria de um mundo em mudança pode nos arrancar do centro. Porém, temos de ser claros e persistentes a respeito daquilo que queremos na nossa nova mandala. Tudo o que não vibra mais em harmonia com o nosso objetivo superior deve desaparecer. O patamar em que permanecemos confusos, desejando o novo mas voltando-nos para o velho, é o patamar em que nos mantemos num purgatório espiritual.
Uma vez que a nossa mandala está totalmente focalizada, ela geralmente é simbolizada no plano físico pelo movimento — um novo emprego, um novo relacionamento ou uma redefinição de antigas atitudes. As pessoas comentam que parecemos diferentes. Elas podem não ser capazes de perceber como estamos diferentes, mas sentem isso. E é claro que estamos. Estamos transmitindo um novo padrão para o mundo.
Durante a fase da entrega em que há a integração, nós nos tornamos a personificação da nossa nova verdade. Ela está presente em tudo o que fazemos — ir ao trabalho, sair de férias com os amigos, educar os filhos. É aí que a mudança se torna manifesta — na vida comum, que se torna incomum.
Em nossa cultura, o espiritual e o material, o profano e o sagrado foram nitidamente divididos. Isso aumenta, para nós, o desafio de vermos a profunda importância de nossa vida diária. Jean Houston fala de uma tribo na África Ocidental que não tem guerras, nem neuroses tais como as definimos, e na qual as mulheres estão no comando. Ela diz que eles resolvem seus problemas conversando a respeito deles, depois praticam danças alusivas a eles, depois cantam a respeito deles e, finalmente, dialogam mais um pouco sobre eles.
Os antropólogos que pesquisam a longevidade incomum dos Hunza descobriram que, além de dietas saudáveis e de uma grande quantidade de exercícios físicos, uma das características de suas vidas é que, para eles, o trabalho e a brincadeira não estão separados. No meio do dia de trabalho, eles param no campo e fazem uma festa.
Só nos resta ficar espantados com o preço assustador que pagamos quando deixamos de dançar e de adorar com os nossos corpos e trancamos o espírito em teologias e prédios.

As 7 Etapas de Uma Transformação Consciente, p. 270

Foto: Mikey a

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